dijous, 25 de març de 2010

dissabte, 6 de març de 2010

Logo de manhã, bom dia...

Minha mãe quer tecer uma manta de lã para mim, de aquelas de quadros de diferentes cores entrelaçados. Acho que está ficando velha, porque nunca teve jeitinho de tecedeira. Mas eu sei porque quer fazer, quer deixar uma lembrança dela para o futuro, e eu quero ter essa lembrança. Hoje vou escolher as cores. Há tantas formas de dizer te quero, e nem sempre as sabemos perceber.

E falando de lembrar, esta semana que passou esqueci um aniversário. Me lembrei o dia seguinte, merda. Como é possível esquecer coisas tão importantes assim. Aproveito aqui, pois eu não quero esquecer de você, nunca. Ainda me lembro do seu sorriso de brincalhão, de aquele jeito tão engraçado para trocar os nomes das pessoas (até o dos filhos!), do seu cheiro, de seu abraço, de tanta coisa boa. Era o meu pai. Eu te amo.

Acabo já. Tenho um sexto sentido muito agudizado. É aquele que te põe em alerta, que começa com uma dor no estômago e é prelúdio de um desassossego maior. Muitas vezes dá errado, são os própRios medos, a nossa parte mais irracional, que te faz agir desse jeito. Vou tentar ser mais forte, achar a tranquilidade que sempre procuro e que sempre perco no caminho querendo-a encontar. Juizo, é uma palavra que já me dizeram tantas vezes. Pois é, juizo.

E mais nada, deixo a cidade por umas horas e volto para as origens, vou comer paelha, da mãe, claro! Mais um sinal de amor?