dilluns, 15 de desembre de 2008

Eu também sou mais um cara

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

diumenge, 7 de desembre de 2008

diumenge, 30 de novembre de 2008

Viver é melhor que sonhar

Simplesmente posso falar de fascínio. Esta mulher faz-me chorar.




dijous, 27 de novembre de 2008

Mais um na multidão

O governo valenciano, ultraconservador e ultracatólico -pelos factos acontecidos e não porque eu o diga-, anda quase quinze anos no poder. Neste tempo corrompeu os ámbitos públicos todos, enquanto desenvolveu políticas populistas e de grandes "acontecimentos" que penetraram numa sociedade civil adormecida e que precisava de se sentir protagonista de qualquer coisa, seja o que for.

No percurso destes anos os populares têm tentado, e até atingiram, derrubar a rede de saúde pública, que privatizaram vergonhosamente. Têm perseguido à sua vontade a escola pública, a maneira do Tribunal do Santo Ofício. E não podia faltar, atentaram e continuam a atentar contra a língua própria do país (valenciano/catalão, não falarei de polémicas onomásticas sem sentido, que isso daria para muito). É fácil de entender a razão da sua obsessão por eliminar do ámbito público o uso real do valenciano. Estão a padecer isso que alguém acunhou como autoodio (sentir vergonha de pertencer ao grupo social ao qual se renunciou, e cuja língua abandonaram também).

Mas não toda a sociedade civil concorda com estes carapaus. Ha quem não pensa como eles quiseram e que ainda têm vontade de fazer ouvir a sua opinião contrária. É por isso que é tão importante a manifestação do próximo sabado 29-N à tarde.


Pelo ensino público. Vamos-lá arrebentar Valência, vai com todos nós.


Há quem diga que não existem os anjos?

És tan incomprensible que, perquè algú continue vivint, un altre haja hagut de dir adéu a la vida. Avui plore aquest àngel que ha emprestat els seus renyons a una personeta extraordinària. I perquè han arribat en el moment just, quan l'últim bri d'esperança s'esmicolava.

Aferrat a la vida pitufa!

dimarts, 25 de novembre de 2008

Ninguém é de ninguém

Lei de estrangeiria (tradução livre)

O meu país é o desejo
que faz que eu vá para o estrangeiro de mim.

Sempre emigrante no coração de alguém:
apreendo o seu idioma,
o seu clima, o seu corpo,
como o que há,
o que me oferecer.

Até que ao fim,
com a lei na mão,
fazem-me fora,

ou saio eu à procura de novos horizontes.
Mãos invisíveis que nos empurram.

Não sei se estou a prosperar,
mas a sobreviver.

Llei d'estrangeria, Manuel Forcano.

Já sei namorar

É tempo de cicatrizar feridas na minha vida. Mas, pronto, como disse tão poeticamente o Serrat: tudo passa e tudo resta. Eu agora só quero é ser feliz.

Vá lá uma canção que atesoura essa extraodinária qualidade, fazer feliz.

dilluns, 24 de novembre de 2008

Punt i principi...

Hoje acordei com a vontade de começar um novo percurso na minha vida. É tempo de refletir o que fui e o que sou. E onde quero chegar, claro. E é tão difícil. Começo o blog para me encontrar, talvez. Ou simplesmente para partilhar com quem quiser passar por cá.

E este nome, por quê? Ontem alguém me convidou a um suco de laranja (sim escrevi suco e não sumo, coisas da dialetologia). O suco soube-me a glória pura. É achei que sucodelaranja tinha de ser o nome do blog. Mas fiquei muito chateado com o senhor Blogger, que não mo deixou usar. Tá bom. Mudei para mandarina. E nem sequer pesquisei se é português ou não. Não faz mal. Este blog será como o autor. Valenciano na origem, é luso por causa do acaso que fez que se apaixonasse desta língua tão linda. Beleza!

Como é um ponto é um princípio, não podia não começar com outra música. Punt i principi, diz tantas verdades: E é que a vida é um teatro que se diz felicidade... (Quanta raó, Joan Miquel, i quanta poesia!)

Vejamos-nos por cá.